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A Luta pela Cultura na Periferia

Paulistanos estão cada vez mais longe de polos culturais e esse número se torna mais relevante quando falamos dos extremos da Zona Leste

Segundo a Rede Nossa São Paulo e o Ibope Inteligência de 2017, aproximadamente um quarto dos jovens entre 12 a 16 anos, não frequentam nenhum espaço cultural. Entre as atividades mais utilizadas estão, entre elas, cinema com 68%, centros culturais 47%, shows 47%, museus 42%, teatros 41%, bibliotecas 35% e 24% não participam de nenhuma atividade. Os fatores determinantes para essa baixa procura são, preços 41%, proximidade a residência 20%, facilidade ao acesso 14%, diversidade da programação 10%, horário 5% e não responderam 10%. 

Infelizmente, a população não tem o hábito de consumir e disseminar cultura. Em São Paulo, temos diversos equipamentos culturais, em sua grande maioria gratuitos, que estão distribuídos em diversas regiões da Zona Leste, Zona Norte, Zona Sul, Zona Oeste e Central e mesmo assim o índice de pessoas que frequentam para realização de uma atividade ou assistir um show e espetáculo e muito pouco.

A pesquisa nos informa que 28% das pessoas, não frequentaram nenhuma atividade nos últimos 12 meses. A maioria acima dos 55 anos, ensino fundamental, com renda familiar de até dois salários mínimos, sendo negros e pardos e moradores da Zona Leste.

Para Flavio de Araujo Antonio, 36 anos, engenheiro, morador da Vila Zelina, Zona Leste “Aqui próximo a minha residência não tem Centro Cultural. Por morar em uma região um pouco mais privilegiada não temos acesso. Sei que nas localidades mais periféricas, deve ter algum, mas nem sei onde fica. Nunca tive acesso a esses equipamentos, quando precisava fazer algum curso meu pai pagava”.

Quanto melhor for a região menos serão a oferta de cursos e shows gratuitos. Até porque, as regiões mais favorecidas a renda per capita das pessoas são maiores e elas conseguem pagar para fazer um curso, assistir um show, uma peça de teatro, ter acesso a cultura e poder comprar um livro sempre que puder.

“Eu gostaria de frequentar uma Casa de Cultura, não trabalho e tenho bastante tempo livre. Por morar um pouco longe de um, acaba limitando muito e não tenho carro. Eles possuem diversas atividades, pintura, bordado, crochê, aulas de violão e uma biblioteca bem ampla, diz Janaina Cristina Andrade, 41 anos, do lar, residente da região de Itaquera.”

PESQUISA REALIZADA, APENAS 28% DAS PESSOAS FREQUENTARAM ALGUMA ATIVIDADE NOS ÚLTIMOS 12 MESES, OS QUE MENOS TEM ACESSOS SÃO NEGROS E PARDOS.

A desigualdade de renda e conhecimento faz com que as pessoas não procurem por cultura. Estão sempre ocupadas com outras coisas, trabalhando, cuidando dos irmãos dos filhos, ajudando os pais nas tarefas da casa. Essa realidade é cada vez mais real. Por conta, das obrigações tempo para cultura acaba ficando cada vez mais difícil de acontecer.

“Sempre arranjo um tempo para ler um livro. Quando mais jovem não tinha interesse e nem oportunidade, achava que não podia perder tempo lendo, por que tinha que trabalhar para ajudar a família diz Neuza Cajazeiro da Silva,63 anos auxiliar de limpeza, moradora do bairro, Zaira em Mauá.”

De acordo com o Instituto Pró-livro, pesquisa realizada em 2016, 56% da população brasileira, não tem o hábito da leitura. Desta porcentagem 4,1 milhões de pessoas não leram nenhum livro nos últimos 3 meses. As justificativas sempre são, não gostar de ler, hábito e tempo.  Embora, os dados nos apontem que estes números tenham aumentado em relação aos estudos feitos em 2011. Mesmo assim, ainda não é suficiente para equiparar o Brasil a um país com o maior índice de leitura.

Como mencionado no início desta reportagem, não é só o hábito a leitura e sim a falta de tempo para consumir cultura. Percorremos alguns aparelhos culturais na Zona Leste, para saber como esses equipamentos funcionam e se realmente a comunidade adere ao espaço:

 A região da Zona Leste é bem populosa e tem aproximadamente 4 milhões de  habitantes que estão entre os bairros: PenhaErmelino Matarazzo,  Itaquera, São Mateus, Itaim Paulista, Guaianases, São Miguel Paulista, Cidade Tiradentes, Mooca, AricanduvaSapopembaVila Prudente e Ipiranga

Os equipamentos culturais que ficam nos extremos, foram construídos para ajudar a comunidade a ter acesso a cultura. Muitas famílias vivem de bolsa família mal dá para comer, quem dirá gastar o pouco trocado, com cultura.

Para Milena Teruel, Coordenadora da área de Articulação da Fábrica de Cultura do Sapopemba.” Nosso trabalho tem sido muito importante para a formação de jovens, apesar dos desafios de poder trazê-lo para a Fábrica, ficamos muito felizes em realizar esse trabalho de captar o jovem da rua e oferecer uma formação.”

Não é fácil lidar com os percalços da vida.  Realmente as dificuldades são mais latentes. Quem mora na periferia sabe bem o que enfrenta todos os dias. E sabe o que é não poder frequentar um teatro ou realizar um curso. Mas as Fabricas, Casa de Culturas e os Teatros Municipais, vieram para trazer uma outra realidade a essas pessoas a “cultura”.

De acordo com Amanda Batista, Monitora Educativa da Casa de Cultura de São Mateus. “Temos orgulho de disseminar a cultura, todos os nossos cursos e shows são gratuitos, nosso maior sonho é melhorar a estrutura e poder trazer mais jovens, se hoje temos uma média de 5 mil frequentadores queremos duplicar esse número. Sempre que conseguimos trazemos cantores conhecidos para o nosso público também ter acesso.”

Para Caio Valim, Auxiliar Administrativo, Oficina Cultural Alfredo Volpi diz, “Atrair o público das comunidades e, para além de dizer, mostrar que este espaço é plural e diverso. E o mais importante de tudo, NOSSO! É um desejo realizado de poder fazer parte de quem faz e acredita no poder transformador da arte!”

Os espaços de culturas têm aberto as portas para toda e qualquer atividade que irá transformar aquele indivíduo. E o papel dessas instituições, disseminar nas periferias e extremos mais que cultura e sim um aprendizado para promover transformações sociais por meio da arte. 

Até o fechamento dessa edição, não recebemos as informações sobre as atividades oferecidas pelo Museu da Imigração que fica localizado na Mooca ao lado do Arsenal da Esperança.

Galeria de Foto

Espaços Culturais visitados na Zona Leste e extremo

Foto – divulgação / Oficina Cultural Alfredo Volpi em Itaquera
Foto – Carina Viana / Museu da Imigração na Mooca
Foto – Carina Viana / Museu da Imigração na Mooca
Foto – Carina Viana / Centro Cultural da Penha
Foto – Carina Viana / Centro Cultural da Penha
Foto – Carina Viana / Casa de Cultura de São Mateus
Foto – Carina Viana / Casa de Cultura de São Mateus
Foto – Carina Viana / Fábrica de Cultura do Sapopemba
Foto – Carina Viana / Fábrica de Cultura do Sapopemba

Por Carina Viana – 26.11.19 – 18h20

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